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Abraçar o acto no seu corpo, no seu leito,
soprar-lhe a leveza rosa dum aroma,
enquanto dorme em sonhos a substância desta vida
noutras vidas, ou noutros mundos de outras vidas.
Refazer a doçura tranquila das manhãs
interiores, o fio de luz que dá voz ao dia
por onde se estende o legítimo anseio das aves
e em gestos de outros rostos esbatidos
e uma pequena imagem de lembranças,
regressar à mágica simplicidade das origens,
a pureza chã, rústica, do aroma virginal.
Vieira Calado

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