2leep.com


Meridianos do Firmamento


Que luz cristalina
nasce das profundezas do rio?

Que vaporosas sombras
risca o barco ao espraiar-se
pelas margens do quotidiano?

Que ramos tece a vida
ao enternecer o corpo já gasto
pela usura dos dias?

Nunca duvides de ti
e do firmamento que desenhas
com gestos de Boticelli

Existir é já resistir



V. Solteiro

in A Arquiterura das Palavras




Nenhum comentário: